quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Sindicatos rejeitam acordo e greve dos Correios continua
Apesar do acordo firmado nesta terça-feira com a direção dos Correios, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) admite que a greve irá continuar. Os sindicatos dos Estados mais representativos rejeitaram o acordo em assembleias pelo país. Com isso, a paralisação deve continuar até que o dissídio da categoria seja julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Para que a greve fosse encerrada, seria necessário que a maioria dos 35 sindicatos acatassem o acordo. O que ocorreu, no entanto, foi o contrário (tabela abaixo), com a maior parte dos sindicatos rejeitando a proposta dos Correios.
Em Porto Alegre, após assembleia, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) realizou protesto bloqueando a Avenida Ipiranga. "Temos a convicção de que todos os sindicatos irão rejeitar o acordo e manter a greve", disse o secretário-geral do Sintect-RS, Vicente Guindani.
Em São Paulo, o presidente do sindicato, Elias Cesáreo de Brito Júnior, disse que o principal ponto de insatisfação da categoria é o desconto de seis dias, dos 21 em que trabalhadores cruzaram os braço, na folha de pagamento, além da previsão de compensação dos outros 15 em finais de semana.
Ele explicou que, atualmente, um funcionário dos Correios que trabalha aos sábados tem direito a dois dias de folga por semana. Mas, na forma estipulada no acordo, cada sábado trabalhado compensará apenas um dia parado.
Outro ponto de insatisfação está no fato de os Correios não terem aceitado dar o aumento linear de R$ 80,00 a partir de 1º de agosto, data-base da categoria. Pelo acordo fechado ontem, esse acréscimo incidirá apenas a partir do salário de outubro.
Já no Distrito Federal, a presidente do sindicato, Amanda Gomes Corcino, admitiu que, com a rejeição da proposta, haverá o desconto automático de todos os 21 dias da greve. Ela ponderou, no entanto, que os trabalhadores preferiram deixar a decisão para o TST em vez de de aceitar as condições acordadas.
Amanda disse, também, que espera que até segunda-feira, quando está marcada nova audiência no TST para discutir a questão, as negociações avancem com a empresa em relação à compensação dos dias parados e também em relação ao aumento real nos salários.
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